O espaço foi construído após um relato de atividades realizadas por outro colega dentro de sua casa, dessa forma pude perceber quais cômodos eram mais ocupados e quais atividades eram feitas com mais freqüência, para que quando fosse realizar o projeto em uma maquete processual, as necessidades do colega não fossem deixadas de lado.
Minha "cliente" foi a colega Patrícia, após analisar o seu dia, pude perceber que ela não utiliza o quarto para nenhuma atividade durante o dia, basicamente para dormir, por isso deixei um espaço pequeno junto ao banheiro. Ela também não prepara nada em sua cozinha, apenas para lanches rápidos, e a maior parte do dia passa estudando e navegando na internet, por esse motivo optei por fazer uma grande mesa em um lugar arejado e com bastante iluminação, nos momentos vagos ela costuma assistir um pouco de TV.
O resultado de todo o processo está nas fotos abaixo:
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Tadeu é um cigano e como tal, é nômade. É um cigano diferente e por isso questiona sua qualidade de vida. Ele anseia viver em comunidade, mas necessita do seu espaço para viver sua solidão, quando necessário. É necessário estar dentro dos conceitos do povo cigano, seguir o estilo de vida que lhes é peculiar, mas buscar algo mais.
O espaço de Tadeu precisa conciliar liberdade com base sólida, para isto, é necessário um ambiente móvel, futurista, mas que atenda suas necessidades.
Considerando a forte tradição cigana, quando defenderem o seu espaço territorial, Tadeu poderá utilizar parte da argila encontrada no local onde estiver “morando” para revestir a porta de sua casa.
Tadeu tem forte desejo de poder ter seus pertences organizados. Para isto, o espaço interior terá prateleiras práticas feitas de argila sendo remodelada.
A proposta é oferecer à Tadeu o conforto material e espiritual, para que, mesmo tão diferente, possa sentir-se parte integrante do seu povo.
Mudar constantemente é a princípio, o sonho de todos.
Não estou gostando do local, mudo, vou embora.
Quantas vezes já nos pegamos com esta sensação. Vou sumir,
Largar tudo, não ver ninguém.
Parece que assim os problemas do cotidiano desapareceriam. Entretanto, viver assim, nômade como eu, gera também conflitos pessoais, os quais preciso agora minimiza-los.
Preciso de afeto, conhecer pessoas por completo, criar laços afetivos, ter meu espaço e ter um suposto endereço.
Quero sim tudo isto, mas minha alma cigana me fará buscar novos lugares.
Preciso respirar ares novos, mas ao mesmo tempo, buscar a minha identidade.
Preciso voar e pousar aonde eu encontrar aconchego.
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